Já fazia um certo tempo que não postava nada aqui no blog, e isso vinha de certo modo me incomodando. Em particular porque não tínhamos parado de andar de moto, mas alguns passeios eram tão básicos, rotineiros, que nem me dava vontade de relatar nada por aqui.
No período entre a viagem a BH e esta, fomos (ou fui, sozinho) a Paty do Alferes (uma viagem legal, que pretendo documentar melhor e contar aqui), Campinas, São José dos Campos, e acho que só.
Por outro lado, eu não queria tratar de assuntos que não tivessem a ver com as viagens de Marlboro.
Mas aí surgiu a ideia de irmos a Monte Verde. O camarada André passou um período lá, gostou, e nos deu a dica. Combinamos de ir no fim de semana compreendido nos dias 8 e 10 de Abril. O Gustavão, apesar de ainda de carro, novamente teve permissão pra vir junto. Mas da próxima vez deverá estar com uma moto novinha.
E juntou-se ao grupo o Testi, que também veio com uma XRE 300. Partimos, ou melhor, eles partiram logo depois do almoço; eu saí um pouco mais tarde, às 15:00 hs. Nos encontramos no final da tarde já em São Paulo, num dos postos da rede Graal.
O roteiro original (previsto) encontra-se na imagem abaixo:
Algo em torno de 460 km... Um bom trecho pra fazer em meio dia, mas, como se isso não bastasse, houve uma mudança de planos, e resolvemos ir por Pindamonhangaba. Acho que o caminho passou a ser esse da figura abaixo, quase todo por estradas secundárias, e com longos trechos sem asfalto.
Nos perdemos e mudamos de direção tantas vezes que nem sabemos ao certo o caminho que fizemos... e apelamos até para os GPS... que nos deixaram na mão. Essas tralhas só funcionam nos grandes centros, ou em estradas que todo mundo conhece!!! Nos viramos com os GPS mais antigos do mundo, que eram as pessoas que encontrávamos. E seguindo as placas. Simples assim. E mais eficiente.
Na primeira estrada de terra, que, com a chuva da noite, estava toda enlameada, quase caí umas três vezes... como se sabe, as motos custom não são as mais indicadas pra esse tipo de piso! Em alguns momentos a moto parecia querer sair de baixo de mim... Os colegas, de XRE, pilotavam numa boa.
No caminho, tive a grata surpresa de verificar que Santo Antônio do Pinhal, uma cidade próxima de Campos do Jordão, cresceu muito e tem diversas pousadas. Bom lugar para um passeio futuro.
Paramos em São Bento do Sapucaí para comer uma pizza e decidir como continuar a viagem. E optamos por retomar o asfalto, até Camanducaia. De lá pra Monte Verde teria ainda um pequeno trecho de terra, mas só na chegada. E aí ficou fácil. Paraisópolis, Consolação, Cambuí e finalmente Camanducaia e a seguir Monte Verde após mais 30 km.
Chegamos às três da manhã e fomos pra cama.
No dia seguinte, sábado, uma forte chuva pela manhã. Mas como ali não tinha Asa Branca (até o Gustavão tá melhorando...) vestimos as capas de chuva e alugamos duas motos Tornado 250 (Gustavo e eu). Os demais foram com as suas XRE 300. Uma delícia pilotar essas motocas na lama. As fotos abaixo mostram como foi! Nem o pequeno revés sofrido pelo Gustavão - não chegou propriamente a cair, apenas deitou a moto de lado após ela ter morrido - abalou o ânimo da rapaziada.
À noite, fomos a um restaurante tomar vinho e falar mal dos outros. Também comemorávamos os sucessos do dia, particularmente, o desempenho off-road do Gustavo. Matamos três garrafas e resolvemos voltar à pousada por um outro caminho. Nisso o carro atolou. Mas não era tão ruim, o Gustavo conseguiu desatolar o carro dando marcha a ré. Se tivesse desistido de passar pela lama e retornado, tudo teria ficado bem. Mas aí ele quis ir além: "Sai todo mundo do carro que com ele leve eu passo pelo atoleiro e volto pra pegar vocês!". Eu sabia, tinha certeza que não ia dar certo, mas argumentei e não adiantou. Resultado: ele atolou o carro de novo, aí em definitivo...
Voltamos a pé, uma boa caminhada, mas a noite estava fria porém agradável, com um céu estrelado. No dia seguinte ele contratou um camarada que puxou o carro dele, e aí ficou tudo bem.
No domingo, partimos de Monte Verde ao meio-dia mais ou menos, um retorno tranquilo, pelo caminho original, pra evitar problemas. Poucos incidentes, uma chuvinha na Dutra, e chegamos ao RJ por volta das 22 horas.
Uma dica: o centro de Monte Verde tem muitas lojinhas que vendem queijos e doces da região, além das tradicionais cachaças mineiras. Os vendedores são muito atenciosos e permitem que se provem os produtos - assim experimentamos diversos, e deliciosos, tipos de queijos e doces. Destaques, na minha opinião, uma excelente mussarela com alho (parecia até um queijo provolone), o queijo de nozinho, e a cocada com chocolate. A pinga com sabor banana também é ótima. Lógico que trouxe algumas dessas iguarias para meu auto-consumo!
No total foram percorridos em torno de 1.010 km.