segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

A VIAGEM DE VOLTA

Iniciamos a viagem de volta no dia 24 de outubro. Fechamos a conta no hotel, e caímos na estrada. Já estávamos com saudades de pilotar as motos em uma distância maior. Muito gostoso retomar a rotina de pilotar por horas e horas. As distâncias pareciam ficar cada vez mais curtinhas...

Nesse dia fomos até Joinville-SC. Saldo do dia: 646 km. Acumulado: 2589  km.

Em Joinville só um goró básico num restaurante mexicano e pernoite no hotel Le Canard. De pitoresco apenas o fato de que, ao sair do restaurante, esquecemos o nome do hotel e como fazer pra chegar até ele, então tínhamos que ficar perguntando, já meio altos, aos taxistas onde ficava um hotel cujo símbolo era um pato ("canard" é pato em francês). Por fim, é lógico, conseguimos voltar!

No dia seguinte, esticamos de Joinville a São José dos Campos - SP.

Lá fica a casa de meus pais, onde pernoitamos, e tomamos alguns vinhos e espumantes Valduga. Inclusive fiz uma demonstração bem-sucedida de como abrir um espumante com um sabre! Um espetáculo!

Neste dia, fomos interceptados por um monte de insetos suicidas vindo em sentido contrário. A foto abaixo mostra o resultado!



Saldo do dia: Saldo do dia: 648 km. Acumulado: 3237 km.

No dia 26 de outubro, uma terça-feira, começamos a nos preparar para voltar ao Rio. Um pouco tristes, eu acho, pela viagem estar chegando ao fim. Rodamos os últimos 350 km de nossa viagem (sob uma forte chuva), que terminou com o saldo de 3587 km, ao chegarmos novamente no marco zero, a casa do Kácio.



Saldo do dia: 350 km. Acumulado da viagem: 3587  km.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

PORTO ALEGRE (7º A 9º DIA DE VIAGEM)

Bem. Após a chegada, ficamos em Porto Alegre por mais três dias. No último dia, domingo, iniciamos a viagem de volta.

Em Porto Alegre não fizemos nada em especial. Descansamos, fomos ao shopping (aproveitei para comprar uma bota resistente a água), assistimos Tropa de Elite 2, fomos a alguns barzinhos, demos uma volta pelo Brique da Redenção (fotos abaixo).






Fomos, em particular, numa excelente churrascaria, o Galpão Crioulo. Além do tradicional churrasco gaúcho, danças típicas, atendimento nota 10. O Galpão também é um Centro de Tradições Gaúchas, onde comprei algumas lembranças para amigos, assim como livros com a história do Rio Grande do Sul e a culinária típica.

Não houve praticamente registro fotográfico de nossa passagem por POA. Como já disse, estávamos cansados; e cuidávamos de nos preparar para a viagem de volta. Mas oportunamente retornaremos e, aí sim, vamos fazer umas fotos.

sábado, 20 de novembro de 2010

CURSO DE DEGUSTAÇÃO DE VINHOS (6º DIA - 1ª PARTE)

Primeiro, um esclarecimento. Para muitos, inclusive nós mesmos, pode parecer que fazer um curso de degustação de vinhos é uma coisa meio, se não inteiramente, Asa Branca. Isso é verdade. Algumas das pessoas mais AB que conheço se dedicam a esse mister, entre outros (da filatelia à criação de pombos-correio, mas não quero me estender sobre esse ponto, já que o blog deve tratar apenas das Viagens de Marlboro).

Os enófilos, de um modo geral, me parecem gente muito propensa a ser encontrada, semana após semana, sentadinhos em bistrôs, tratando de filigranas como aromas e matizes de sabor dos vinhos que têm à sua frente

E, é claro, blefando, entre outras razões, porque o corpo humano não é apto para as coisas neste nível de sutileza (se você não acredita em mim, não tem importância, experimente ler o livro  "O Andar do Bêbado - como o acaso determina nossas vidas", do físico americano Leonard Mlodinow, e conferir a fundamentação estatística e científica desta proposição).

Mas, no caso, preferimos deixar de lado os nossos preconceitos ("esses nossos grandes conselheiros", como diria Allan Sieber) e participar desta experiência.

Falando sério, o curso foi muito bom.

Começou mais ou menos às 9 e durou até as 14 horas. Nosso  professor, Andrei Bellé, um enólogo da vinícola, na parte inicial nos levou a um tour pela instalações, e fez uma detalhada descrição do processo de elaboração de um vinho, desde a seleção das uvas, seu tratamento inicial, os processos de aquecimento e armazenamento em barris, etc. etc. A vinícola permitia que fizéssemos fotos de suas instalações e estas são apresentadas a seguir.












Chamamos a atenção para os corredores da vinícola onde as garrafas são armazenadas. Se me recordo bem, lá tem cerca de 6 milhões de garrafas em estoque. O suficiente para uma ressaca de dimensões épicas!







Na segunda parte nos reunimos em uma sala e procedemos à degustação de diversos tipos de vinho. O suficiente para sairmos meio "balão" - já que estávamos a algumas horas sem comer. Mas a degustação foi acompanhada de diversos ensinamentos sobre como apreciar cor, aroma e sabor dos vinhos. E esse conteúdo, se, pela rapidez do curso, não permitiu um aprofundamento maior nos seus fundamentos, certamente nos será muito útil ao avaliar as "potocas" de inúmeros aprendizes de feiticeiro com que nos deparamos, malgrado nosso, no dia a dia!

Portanto, muito cuidado a partir de agora, picaretas!!!!




O conhecimento que mais apreciei obter no curso foi a técnica de abertura de garrafas de espumantes com sabre. Pretendo postar um vídeo mostrando esta técnica, oportunamente.

BENTO GONÇALVES A PORTO ALEGRE (6º DIA - 2ª PARTE)

Depois que terminamos o curso de degustação, fomos almoçar. Novamente no restaurante Maria Valduga.

A viagem estava na metade, e eu percebia que o número de quilos adicionais vinha aumentando. Muita comida boa e pouca atividade física. E Porto Alegre (POA) ainda estava por vir. Caramba.

Mas nada que uma certa disciplina posterior não pudesse dar um jeito!

Depois do almoço, e após diversos cafezinhos, estávamos em condições de novamente pegar a estrada. E foi outro dia tranquilo, a não ser pela chegada a Porto Alegre, que ocorreu na hora do rush. Mas, superado o trânsito inicial, partimos em busca de um hotel, e nos instalamos no Eko Residence Hotel.

Nem registramos este trecho com fotos. Na verdade, acho que já estávamos um pouco cansados. Viajar de moto é muito agradável, mas a rotina de todo dia fazer e desfazer malas, mais até que os trechos em estrada*, estava começando a exigir uma pausa. E decidimos ficar em POA durante o fim de semana.

* Na minha opinião, o ponto alto da viagem de moto é a pilotagem de motos, pelo menos pra quem curte; e, se não curte, melhor viajar de outro jeito; sei que já disse isso antes, mas estou ficando velho e, portanto, com todo o direito de ficar me repetindo.

Depois disso, seria a hora de iniciar a viagem de volta.

Estávamos no dia 21 de outubro de 2010.

Saldo do dia: 133 km. Acumulado: 1943 km.

domingo, 14 de novembro de 2010

LAGEADO GRANDE A BENTO GONÇALVES (5º DIA)

Após a passagem por Lageado Grande, um distrito de São Francisco de Paula, decidimos ir de vez para a "Rota da Uva e do Vinho". E nossa opção foi partir, lá pelas 11 horas, para Bento Gonçalves.

A distância entre as duas localidades era muito pequena (cerca de 100 km), de modo que não fizemos questão de sair cedo. E logo, sem nem termos conseguido aquecer direito o motor, estávamos literalmente na porta de entrada de Bento.




Continuamos passeando pelas cercanias de Bento, procurando chegar na região das Vinícolas. E num posto de gasolina, o frentista nos indicou o caminho, assim como sugeriu que fôssemos até a Casa Valduga.

Enquanto seguíamos, aproveitamos para fazer algumas fotos das belas parreiras porque passávamos.







E aí chegamos à Villa Valduga. A Casa Valduga é uma vinícola familiar, cujas origens remontam a 1875. E a villa corresponde a um "complexo Enoturístico". Lá você encontra agradáveis pousadas, ótimos restaurantes e a possibilidade de fazer um curso que inclui degustação. Mas antes mesmo de decidir os próximos passos, resolvemos almoçar, pois já eram mais ou menos duas da tarde.

O almoço no restaurante Maria Valduga era fantástico. Entradas deliciosas (antepastos e saladas), e uma sequência de massas do outro mundo. Destaque para o ravioli com recheio de moranga. Além de uma divina costelinha frita, etc. etc. E ótimas sobremesas, entre elas onipresente sagú com creme de leite.



Depois do almoço, nos informamos e soubemos que a Villa Valduga tinha um pacote que incluía hospedagem e um curso de degustação de vinhos, no dia seguinte pela manhã, com passeio pelas instalações da vinícola. Fizemos nosso check-in e nos instalamos.

Algumas fotos da área interna da villa.





À noite fomos a Bento e, como não poderia deixar de ser, tomamos vinhos e cerveja num bar da cidade. Bento Gonçalves nos pareceu uma cidade bem pacata e agradável. Um bom lugar pra morar, se o que se está em busca é de paz, e qualidade de vida.

O curso de degustação, realizado no dia seguinte, será objeto de um tópico específico.

Com isso, já estávamos no dia 20 de outubro, quarta. A nossa programação de viagem estava chegando na sua metade...

Saldo do dia: 119 km. Acumulado: 1.810 km.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

SÃO JOSÉ DOS AUSENTES A LAGEADO GRANDE (4º DIA)

Este foi um dia bem tranquilo. Rodamos bem menos do que nos dias anteriores.

Acordamos mais ou menos cedo, ainda no pique da chegada na noite anterior, e das pizzas e vinhos consumidos a seguir. O Gustavão, no entanto, "madrugou", porque queria lavar o seu carro. E até que foi bom, porque por isso pôde registrar a foto a seguir (ver a temperatura).



Mas com o passar do dia foi esquentando. E lá pelas 9 horas, partimos. A meta desse dia era ir até algum lugar que pra falar a verdade eu não lembro. Talvez fosse Caxias, Bento Gonçalves, sei lá, algo por aí. A verdade é que decidimos pegar novamente uma estrada de terra, para grande desgosto do Gustavão, que - como dito acima - já tinha dado um trato no carango!

Mas valeu a pena, porque foi graças a esta decisão que passamos por mais alguns locais bonitos, registrados nas fotos abaixo (que, no entanto, somente dão uma pálida ideia do ar puro e da paz desta região).









Ao fotografarmos, fizemos um amigo, o sr. Adão, um agricultor da região, que trabalha nas encostas da bela colina onde estávamos.



O dia que começou com 6º c, lá pelas 11 horas já estava um bocado quente. E foi nessa hora que chegamos a Lageado Grande, em São Francisco de Paula. Decidimos tomar uma cervejinha, pra refrescar, num pequeno restaurante na beira da estrada. Uma sábia decisão, como se verá a seguir.




Enquanto bebíamos e jogávamos conversa fora, vimos, pendurado na parede do estabelecimento, um cartaz de propaganda do Parque das Cascatas. Com lugar pra dormir, cachoeiras, piscina, passeio a cavalo etc. E ficamos sabendo que ficava a mais ou menos 1 km do restaurante. Como sempre, decidimos rapidamente: resolvemos almoçar ali mesmo, tomar mais umas cervejinhas e depois nos hospedar nesta pousada.

Uma menção honrosa ao almoço, por sinal. Restaurante de uma simplicidade a toda prova, atendimento feito pelo próprio dono e sua família. Cerveja no ponto, e a refeição, um honesto self-service com uma carninha... mas que carninha! Lógico que não chegava a ser espeto corrido (rodízio), mas nos serviram costela derretendo de macia, uns filés deliciosos e no ponto certo, além de polenta com queijo coalho derretido... De sobremesa, o típico sagú com creme de leite, além de pudim de leite, e outras coisinhas que não me lembro. Tudo isso por honestíssimos R$ 13,50 por pessoa.

Registro que não foi o único caso de boa comida por preço muito bom nesta viagem. Mas na minha opinião a qualidade deste modesto estabelecimento familiar até no Sul se destaca.

Após essa interrupção, rumamos para o Parque das Cascatas. Lá chegando, nos instalamos e fomos - lógico - curtir as cascatas. Mas não só isso, a piscina também era show de bola (com água da montanha, geladíssima). E para acompanhar, nada melhor que mais cervejinhas geladas! As fotos dizem tudo. Trata-se de um hotel fazenda muito agradável e que, é lógico, também merece a nossa recomendação.











Atendendo a pedidos (do André!) registro também a foto dos talheres do Parque das Cascatas.



À noite demos uma volta até Caxias. Mas só jantamos num shopping e voltamos, nem chegamos a fazer registro fotográfico. Caxias fica para uma próxima expedição.

Saldo do dia: míseros 115 km. Acumulado: 1.691 km.