segunda-feira, 1 de novembro de 2010

DE REGISTRO A FLORIPA (2º DIA)

No dia 17, um domingo, acordamos cedo e fomos tomar café. Um ótimo café da manhã, com diversos tipos de pães, queijos, sucos etc.

As motocas estavam quase sem gasolina, então na partida já fomos abastecê-las no posto Graal, bem na frente do hotel. A título de informação, o consumo estava em torno de 22 e 28 kms/litro (Midnight e XRE). Acho que isso se manteve ao longo da viagem, mas não ficamos medindo com grande precisão.

No posto, a placa abaixo, registrada ainda no dia anterior, servia tanto para nos motivar como para sinalizar futuras realizações.



Partimos às 8:20 hs. A Rodovia Régis Bittencourt está duplicada em quase todos os pontos, e a qualidade do asfalto muito boa. Grande tráfego de caminhões, mas nenhum incidente digno de nota. Nesse aspecto a viagem foi bem tranquila. Inúmeras praças de pedágio, mas a um custo bem razoável (em torno de R$ 0,75 para motos).

Descansados, nos divertíamos mais pilotando, e a viagem seguia agradável. Choveu um pouquinho, paramos pra colocar os impermeáveis, mas nem chegamos a nos molhar de verdade. Melhor pra nós, que usávamos botas (eu) e tênis (André) normais, sem proteção contra a chuva.

Ao longo da viagem, parávamos para abastecer, tomar cafézinho, conversar. Esta é uma das coisas boas de se viajar de moto. Cada um fica na sua, com seus pensamentos e percepções, e nas paradas tem o que conversar, seja sobre a viagem, seja sobre assuntos em geral. Chegar não é o objetivo mais imperativo, ou, mesmo que o seja, não é o único; é possível usufruir do tempo e das condições da estrada. Afinal, se chegar fosse o principal, certamente haveria opções melhores que viajar de moto...

Ao pilotar, eu pensava em particular em por que ficara tantos anos sem viajar de moto.

Numa dessas paradas, fomos surpreendidos com um torpedo nos dando conta de que o Gustavão vinha se juntar a nós, já estava até mais ou menos no meio do caminho. Detalhe: ele vinha de carro! Na verdade, desde que começamos a discutir a possibilidade de fazer uma viagem de moto, já tinha sacado que ele ia querer vir junto. Até avisei: "Compra uma motoca, Gustavão!". E ele dizendo que viria de carro. Devia saber que ele não estava brincando.

Pois é. Acabou vindo. Discutimos muito se deveríamos deixá-lo se incorporar à nossa aventura com, digamos, um atraso de 24 horas, para que já estivéssemos em outra cidade quando ele chegasse. Mas no fim, por pura amizade (ah, o que não faz o nosso bom coração!), deixamos que ele viajasse conosco.



E assim, ao chegarmos a Floripa às 19:00 hs (já no horário de verão, recém-iniciado), tivemos de arrumar instalações para três. Nos hospedamos na Lagoa da Conceição, num camping homônimo, mas em um apartamento, de 2 quartos, que tinha até churrasqueira!

E fomos, agora que a ressaca tinha passado, tomar cerveja num boteco ali mesmo, onde ficamos esperando o Gustavão, que logo em seguida chegou, com seu GPS (o assunto será retomado à frente).

O melhor do dia foram as Ostras Gratinadas do boteco. Uma das especialidades de Floripa que recomendo a todos.





Além das ostras, outro ponto alto, é claro, foi a chegada do Gustavão!!!!

Saldo do dia: 525 km. Acumulado: 1194 km.

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