Este foi um dia muito legal.
Partimos de Floripa às 8:40 hs, já com o Gustavão incorporado à equipe. Claro que, como ele estava de carro, ia um pouco depois, ou um pouco antes, etc. Mas nas paradas nos encontrávamos.
Partimos de Floripa às 8:40 hs, já com o Gustavão incorporado à equipe. Claro que, como ele estava de carro, ia um pouco depois, ou um pouco antes, etc. Mas nas paradas nos encontrávamos.
Nosso objetivo principal do dia era fazer a Serra do Rio do Rastro. Para isso teríamos de passar por Tubarão, e depois por Braço do Norte. Paramos pra almoçar nesta última localidade e depois começamos a subir a serra.
Vou colocar algumas fotos do local, pra dar uma ideia de como é (imagens que valem mais que as palavras):
Em resumo: o visual é espetacular, e o passeio de moto muito legal, em particular pelas curvas da serra. Ao chegar lá em cima, tem um mirante, onde é possível fazer um lanche, e ter uma vista geral da região.
Daí seguimos para Bom Jardim da Serra, onde tivemos de tomar uma decisão. Queríamos pernoitar em São José dos Ausentes. Mas para chegar lá, tínhamos de passar por uma estrada de terra. No posto onde paramos nos informaram que seriam aproximadamente 80 km, em uma estrada em condições não muito boas.
Para a moto do André, certamente não haveria problemas. Mas a minha é uma custom, não indicada para este tipo de aventura. E ainda tinha o carro do Gustavão, que queria tudo menos sair do asfalto!!!
O frentista nos deu a deixa. Falou: "É, a estrada é ruim, mas qualquer CGzinha passa por ela!". Porra. Se uma CGzinha passa, eu não ia deixar de encarar. Lógico que todo mundo sabe que a CG é o fusca das motos, e dizer que ela passa, não quer dizer muita coisa! Mas deixar de fazer uma estrada com um belo visual e perder a oportunidade de passar por São José dos Ausentes, e entrar no Rio Grande do Sul por uma fronteira secundária, PRA POUPAR EQUIPAMENTO, seria uma coisa muito ASA BRANCA, para não dizer uma VIADAGEM COMPLETA. Sendo assim, partimos por ela.
Só que a estrada era pior, bem pior, do que pensávamos... Uma estrada de terra, normalmente, é um lugar onde se pode andar bem, com certo cuidado; esta estrada, pelo menos no seu começo, tinha mais pedras que terra, e o risco de cair estava presente a todo momento. Minha moto em particular sofria com o piso, e tive de fazer um bocado de esforço para manter uma moto pesada como ela no bom caminho! O André rapidamente se habituou ao piso com sua moto e curtiu bastante essa parte do passeio.
Mas valeu a pena. A beleza da estrada compensou as dificuldades, e até o Gustavão curtiu este trecho, no fim das contas. Ou pelo menos fingiu que curtiu, já que a certa altura parou de reclamar...
Chegamos em São José dos Ausentes às 20:00 hs, com uma temperatura inferior a 10º c. Nos hospedamos na pousada do Posto Petrocesa (excelentes instalações, a propósito, das melhores de toda a viagem, embora do lado de fora somente se veja um posto de gasolina) e fomos comer pizza e tomar vinho. Merecidamente.
Saldo do dia: 363 km. Acumulado: 1.576 km.
Vale registrar o argumento super elaborado para convencer o Gustavão a entrar com o carro na estrada de terra:"Gustavo, porra...minha moto vale mais que o seu carro e eu tô enfiando na terra...caralho...deixa de ser asa branca..."
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